CORPO EMOCIONAL
DESBLOQUEIO
A emoção é definida por um conjunto de reações que ocorrem no corpo, geralmente desencadeada por um conteúdo mental, variando na duração e na intensidade considerando reações muito particulares, de pessoa para pessoa.
Etimologicamente, a palavra "emoção" provém do termo latino emotione, "movimento, comoção, ato de mover". Posteriormente, é documentada no sentido de "agitação da mente ou do espírito".
Teorias somáticas da emoção consideram que as respostas corporais são mais importantes que as avaliações dos fenômenos da emoção. A primeira versão moderna dessas teorias foi a de Willian James, em 1880, que perdeu valor no século XX, mas ganhou popularidade mais recentemente devido às teorias de John Cacioppo, António Damásio, Joseph E. LeDoux e Robert Zajonc que conseguiram obter evidências neurológicas.
Existe uma distinção entre a emoção e os resultados da emoção, principalmente os comportamentos gerados e as expressões emocionais. As pessoas frequentemente se comportam, de certo modo, como um resultado direto de seus estados emocionais, como chorando, lutando ou fugindo. Ainda assim, pode-se ter a emoção sem o seu correspondente comportamento, então nós podemos considerar que a emoção não é apenas o seu comportamento e muito menos que o comportamento seja a parte essencial da emoção. Ou seja, o indivíduo pode comportar-se de uma forma completamente contrária de como realmente está se sentido. Sendo por não aceitar o que está sentindo ou trabalhando conscientemente para transmutar saudavelmente os seus incômodos emocionais.
A Teoria de James-Lange propõe que as experiências emocionais são consequência de alterações corporais. A abordagem funcionalista das emoções (como a de Nico Frijda) sustenta que as emoções estão relacionadas a finalidades específicas, como fugir de algo ou alguém para obter segurança.
O bloqueio emocional é uma defesa do nosso inconsciente que age para evitar o sofrimento. O grande problema é que esse bloqueio é encarado pelo corpo como um organismo estranho, podendo evoluir para doenças físicas. Afinal, se a mente sofre o corpo também padece.
Lembranças que vem à tona quando alguma circunstância semelhante acontece nos faz lembrar, consciente ou inconsciente, de um fato já ocorrido. São os chamado gatilhos emocionais. O que está no inconsciente é normalmente alguma ocorrência na infância, no ventre da mãe ou em vidas passadas.
Essas emoções geradas podem sobrecarregar as nossas células e gerar patologias físicas e mentais que se não eliminadas na causa não haverá uma limpeza profunda e recidivas ocorrerão ao acontecer novos gatilhos, ou seja, novas lembranças.
Segundo Georg Groddeck, nossas doenças físicas e mentais são meramente consequência das nossas emoções mal elaboradas. Na sua visão, interpretar o sentido dos sintomas e a linguagem da doença conduz à conscientização das vivências represadas.
Groddeck inspirado por Freud, tentou tornar consciente os complexos inconscientes do Eu aplicando esse método aos males orgânicos.
Ao elaborarmos as emoções e decidirmos deixá-las ir “rasgando” essas lembranças, jogando-as fora e nos libertando delas, as células do nosso corpo se limpam e regeneram para que o corpo se torne são novamente.
Uma das formas de desbloquear o emocional é compreender a existência dos gatilhos emocionais. Estes, são situações que ocorrem e nos fazem lembrar de algo vivido no passado, sendo essa vivência consciente ou inconsciente, que pode ter ocorrido de forma real, virtual, imaginária ou simbólica (emocional, mental ou física), onde o ego não foi capaz de assimilar e digerir a vivência. Esta situação pode ser um processo gerado na vida atual ou em uma vida passada, pois se não foi tratado em uma outra existência isso vem sendo carregado para a existência atual. Ao “rasgar” essas lembranças e tendo consciência delas, o indivíduo não terá mais o que as acionam.